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Os textos classicos



Artigos 02 de janeiro de 2008
Os textos clássicos

Texto do livro Origens do Yôga antigo

 

Os textos clássicos

Upanishadas
No que tange à literatura de cada período, Shiva, ao que nos consta, não escreveu nada. Talvez a escrita nem mesmo existisse. Mas fazemos constar na primeira coluna o tipo de Escritura denominada Upanishad, pois é onde se encontram as mais antigas referências ao Yôga.

Yôga Sútra
No século III a.C., o grande mérito de Pátañjali foi o de perenizar o Yôga mediante sua tese Yôga Sútra. O grande demérito foi que oficializou-se como Yôga algo que propunha uma postura comportamental contrária à proposta original. Deixa de ser tântrica para tornar-se brahmácharya, seu oposto diametral.
Sútra pode significar cordão ou aforismo. Aforismos são ensinamentos cifrados em resumidíssimas palavras, somente inteligíveis para os iniciados naquela linha específica.

Vivêka chudamani
No século VIII d.C., Shankara escreve sua obra Vivêkachudamani, publicada no Brasil, na década de 1960 pela FEEU (Fundação Editorial Educacional Universalista). Trata, obviamente, de Vêdánta.

Hatha Yôga Pradípika
No século XI d.C., Gôraksha escreve seu livro Hatha Yôga, que logo passa a ser perseguido por tratar-se de modalidade tântrica numa época de vigência brahmácharya. Todos os exemplares são destruídos e os seguidores desse ramo são torturados. Por medo do martírio, instala-se o censurável costume, que perdura até os nossos dias, dos praticantes desse ramo de Yôga tântrico, o Hatha, declararem-se contra o Tantra! O livro proibido de Gôraksha Natha, por sua vez, é reescrito de memória por um discípulo, décadas mais tarde, quando as coisas se acalmam. A obra passa a denominar-se Hatha Yôga Pradípika. Só questionamos se os nossos discípulos também teriam a competência de reescrever nossos livros de memória e se conseguiriam preservar a autenticidade do que declaramos originalmente...

Mestres contemporâneos
Nos séculos XIX e XX surge uma nova geração de Mestres, quase todos de linha Vêdánta. Citamos vários, uma vez que não sabemos qual deles será considerado o mais expressivo Mestre do Yôga Contemporâneo. Só o saberemos daqui a uns duzentos anos ou mais. Na sua época, nenhum dos Mestres foi considerado a maior autoridade do respectivo período histórico. Pelo contrário. Em seu próprio tempo, muitos foram atacados, difamados, perseguidos e torturados.

Trash books
Quanto à literatura contemporânea, optamos por não mencionar nenhuma. Seria muito prematuro citar algum livro como o principal deste período, pois a bibliografia editada nestes séculos costuma deixar muito a desejar: erros primários são cometidos, a imagem do Yôga passa a ser muito mais distorcida, e até caricaturizada, em livros popularescos escritos por autores que não são autoridade – a maioria nem sequer é do ramo! É a era do “Yôga em 10 lições” e do “Cure a sua mazela com o Yôga”.

Artigo extraído do livro Origens do Yôga antigo. Autor: DeRose, disponível em www.uni-yoga.org ou versão em papel disponível no telefone (11) 5093-2019.


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