Revista Nova-materia sobre kundalini - junho 2009
mafrayoga June 24th, 2009
Saiu uma materia sobre Kundaliní. A coisa boa é que a jornalista manteve o gênero feminino da palavra sânscrita: a kundaliní. E não o kundaliní como tanta gente escreva erradamente.
O conteúdo da explicação da natureza da kundaliní e a fisiologia sutil estão interessantes, só não gostei dos exercícios porpostos. Movimentos repetidos para bater o bumbum 30 vezes nos calcanhares!
O movimento mais repetitivo acaba na verdade machucando e provocando um estímulo muito violento.
Segundo, a kundaliní uma energia sutil, o melhor é desperta-la com mentalizações, respirações e mantras. Pode ser mais demorado, mas não é tão violento. Outro ponto é que não se mexe com kundaliní quando não se tem um cuidado prévio com alimentação, as emoções e um preparo corporal um pouco mais intenso.
Imagine um leitor com pletamente leigo em Yôga, meditação e etc, batendo com o períneo 30 vezes no calcanhar. Além de não produzir efeito algum, pode machucar.
A kundaliní é feminina
A serpente é um dos símbolos da kundaliní
O termo kundaliní é feminino. Seu gênero é designado pelo í final acentuado, portanto, com pronúncia longa. Quem pronuncia no masculino ou com a tônica na sílaba anterior (“kundalíni”) geralmente é leigo ocidental. Os não-iniciados dirão que isso é uma filigrana sem maior importância e que não faz diferença se o vocábulo é masculino ou feminino. Acontece que essa informação é crucial quando deixamos de ser meros teóricos e tornamo-nos yôgins (praticantes de Yôga). O gênero feminino indica polaridade negativa. O gênero masculino indica polaridade positiva. Se fosse “o kundalíni”, no masculino, teria polaridade positiva, o que exigiria procedimentos opostos para despertar essa energia.
Caso o ensinante de “yóga” não tenha iniciação nem experiência prática, vai chamar a energia de “o kundalíni”, conceitualmente inverterá a polaridade e, na hora de aplicar as técnicas, ao invés de fazer o poder serpentino subir, vai fazê-lo descer! Por isso, tal ensinante incutirá medo nos estudantes, porque ele mesmo não tem muita noção do que ensina.
Inúmeros autores escrevem livros sem experiência prática daquilo sobre o que dissertam. Esses, geralmente, são os que assustam seus leitores com mistérios e perigos, pois é assim que a kundaliní se lhes afigura. Na prática, as coisas são muito mais simples.
Kundaliní é uma energia física, de natureza neurológica e manifestação sexual. Nesta definição estão as chaves para compreender e manobrar a kundaliní. Os estudiosos de linha espiritualista defendem que essa energia é espiritual e, em sendo algo subjetivo, impalpável, eles não têm como instrumentá-la. Daí a opinião tupiniquim de que os Grandes Mestres da Índia Antiga estavam errados e que a kundaliní não deve ser despertada.
leia mais a matéria sobre kundaliní no blog Caminho das Índias.
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Opa. Como leitor do blog, achei bom prevenir: o termo kundaliní no título está sem acento. Abraços!
Hey, é bom esclarecer tudo direitinho mesmo. A matéria tem circulação nacional e atinge muitos “desinformados” . Se um “exercicinho” fosse suficiente pra despertar tamanha energia tão poderosa, não haveria porque dispendermos tanto tempo em estudos e técnicas para “acordá-la” de forma apropriada, não é?
Bjo bronx!
Sol
Grande Andre,
Este trecho também precisa de correção:
“Saiu uma materia sobre Kundaliní. A coisa boa é que a jornalista manteve o gênero feminino da palavra sânscrita: a kundaliní. E não o kundaliní como tanta gente escreva erradamente.”
Acho que você queria dizer:
“E não Kundalíni..” certo?
Um abraço..